quarta-feira, 28 de novembro de 2018

A repercussão da inclusão do Brasil na lista suja da OIT


A Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluiu, este ano, o Brasil na lista suja dos países que violam as normas e convenções trabalhistas. O motivo inclusão foi a aprovação da reforma trabalhista do ano passado. A OIT considera que a reforma brasileira retira direitos fundamentais dos trabalhadores e fere a convenção de 98 que trata do direito sindical e da negociação coletiva.
Na avaliação da OIT, a prevalência do negociado sobre o legislado e a negociação direta entre patrão e empregado são dispositivo que contrariam a convenção de 98. A negociação só é considerada legal pela OIT se for feita com a presença do sindicato de cada categoria. 
As centrais se sentiram prejudicadas pela reforma trabalhista e por isso procuraram a organização internacional. Os sindicatos se queixam de que o governo brasileiro tem agido com práticas antissindicais e que a reforma trabalhista foi aprovada sem diálogo com os trabalhadores.
Na visão dos sindicatos, a ausência do diálogo com as classes trabalhadoras na aprovação da reforma trabalhista violou também a convenção 144 da OIT. Diante da decisão da OIT, representantes sindicais declararam, em nota, que o governo deve reconhecer a gravidade dos erros cometidos e fazer a revogação imediata da reforma trabalhista.
Além da OIT, quem também fez críticas à reforma trabalhista foi o procurador do trabalho, Alberto Balazeiro. Segundo o procurador, a reforma trabalhista já vinha sendo construída há mais de dez anos. Em novembro de 2017 as mudanças nas leis trabalhista foram muito mais abrangente e a reforma foi aprovadas em curto espaço de tempo.
Em um artigo publicado no dia vinte e nove de maio, no Jornal correio, Alberto Balazeiro afirmou que, nos últimos 10 anos, houve uma terceirização desenfreada no brasil. O procurador afirma que o processo de terceirização e de flexibilização das leis trabalhista causou uma forte precarização do trabalho e do trabalhador.


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